Núcleo LGBTQIA+

INSCRIÇÕES PELO FORMULÁRIO ABAIXO

Propósito

O núcleo tem por finalidade acolher pessoas LGBTQIA+, independentemente da crença espiritual, oferecendo um espaço seguro onde possam se expressar por meio da fala a partir do coração e da escuta com o coração. Nosso intento é ser um espaço onde você possa contar sua história e ouvi-la sem as amarras da vergonha, do medo e da raiva. Entendemos que a existência deste espaço é essencial para que os traumas individuais e coletivos de nossa comunidade sejam abordados, mantendo o respeito à intimidade pessoal e livre de pré-julgamentos. 

A comunidade LGBTQIA+ é plural em origens, cores, etnias e condições socioeconômicas. Um coletivo que necessita de orientação sobre seus direitos, acesso à justiça e ao atendimento de qualidade na rede pública de saúde. Nesse sentido, o núcleo estimula a troca de informação e vivências entre participantes, construindo um ambiente que contribua para a melhora na qualidade de vida de nossa comunidade.  

Nossa ação é sustentada pelos ensinamentos de Buda Xaquiamuni e pelo voto de encontrar na dor e no pesar os alicerces para a regeneração necessária a uma vida mais digna e não violenta.

Após recebermos seu formulário, entraremos em contato. A comunicação entre o núcleo e demais participantes se dará por meio de grupo no aplicativo Telegram. Baixe o aplicativo na loja virtual de seu dispositivo móvel. 

Ouça a fala do darma de 23/06 sobre a importância de termos um espaço seguro, como em Eininji, no contexto brasileiro de 2021. 

Quer saber como as atividades funcionam? Nas abas abaixo, explicamos a dinâmica do nosso núcleo.

Há poucos lugares onde nossa comunidade pode se sentir segura o suficiente para se expressar e existir. Por isso, Eininji renova seu compromisso em ser uma instituição religiosa que tem o respeito à dignidade da pessoa humana como voto primordial como ordem budista: “Faço o voto de encontrar todas as criaturas com respeito e dignidade e faço o voto de honrar minha vida como instrumento de construção da paz”.

Diante das atrocidades vividas em nosso país, nos posicionamos veementemente contra o acobertamento de episódios de abusos cometidos em ambientes religiosos e a impunibilidade de seus perpetradores.

Leia nossa carta aberta sobre o espaço seguro

A prática zen budista de Eininji é diretamente ligada à Zen Peacemakers International, organização sem fins lucrativos de promoção de não violência pela prática zen, e ao Upaya Zen Center, instituição de promoção do budismo socialmente engajado, dirigido por nossa professora Joan Halifax Roshi.  Nesse sentido, incorporamos a prática do Caminho do Conselho (The Way of Council) em nossas atividades, por ser uma abordagem respeitosa e compassiva com o sofrimento.

O propósito não é aconselhar ou decidir sobre a vida pessoal de ninguém, mas de proporcionar um espaço onde você possa fazer uma pausa na vida, liberar as tensões físicas e emocionais, falar o que sente em seu coração e ouvir o coração de outras pessoas. Esta prática é realizada em grupo, mantendo o respeito ao espaço e tempo de fala de cada pessoa, sua intimidade e o sigilo absoluto sobre o que é dito. O intuito deste núcleo é que esta prática seja utilizada pela comunidade LGBTQIA+, sobretudo para que exercitemos falar sobre nossa dor, angústia, luto e o que nosso coração manifestar. É possível agendar atendimento privado com a coordenação a depender da gravidade da situação.

Conheça mais detalhes sobre a prática do Caminho do Conselho.

Não estamos acostumadas a sermos ouvidas com interesse real nem a estarmos completamente presentes quando alguém nos diz algo. Frequentemente estamos falando por cima, comentando, opinando, aconselhando sem que nos peçam. O caminho do conselho é um exercício de respeito ao falar e ao escutar. No conselho, somente falamos sobre nossa vida. Não comentamos sobre o que as demais pessoas disseram. Não falamos sobre o que foi dito no conselho com ninguém. Enquanto uma pessoa fala, as demais permanecem em ouvindo em silêncio, procurando estar presentes junto com o que é dito. Evitamos conversar mentalmente (“quando aconteceu?”, “Ela não reagiu. Por quê?”), dar opinião (“não concordo”, “isso é bobagem”, “que incrível”), aconselhar (“você deveria…”, “porque você não experimenta…”). Se isso acontecer, procuramos observar nossa distração e retornar à escuta atenta e livre de julgamentos.

Esse exercício de atenção no falar e no ouvir proporciona um momento de integração que vai além do sofrimento por trás de cada história e favorece o surgimento de um vínculo de cuidado mútuo. Esse vínculo é vital para a comunidade LGBTQIA+, que além da discriminação social, reproduz fobias que impedem o amadurecimento do sentido de coletividade.

Contar nossa história é importante, mas também é um desafio que mexe intimamente. Por isso, o núcleo de acolhimento e ação engajada tem um quadro de profissionais para oferecer atendimento e aconselhamento médico, psicológico, jurídico, contábil, etc.

A disponibilidade dos atendimentos está sujeita a exame pela coordenação que obedece aos critérios de urgência e vulnerabilidade socioeconômica e à disponibilidade de cada profissional.

Antes de se inscrever, gostaríamos de trocar uma palavra. Nosso compromisso em servir a todos os seres exige sobretudo compromisso, disponibilidade e disciplina. Assumir o compromisso com a outra pessoa a que está servindo e ter disponibilidade para estar com ela. Ter disciplina nos ensina a mantermos nossa vida organizada para poder estarmos disponíveis sem entraves, e de avisar à coordenação quando não poderá estar disponível para este trabalho. Considere com sinceridade o motivo de seu gesto. Se encontrar dúvidas, espere mais um pouco antes de se inscrever para uma entrevista por videochamada com a coordenação.

Formulário de inscrição para quadro de profissionais

Coordenação

Rafael Mundim é mineiro de Patos de Minas, território ancestral dos povos Aratu-Sapucaí. É terapeuta reikiano, instrutor de yoga e meditação, formado em Direito pela UFMG. É professor do darma em Eininji e aluno de Alcio Braz Eido Soho. Pessoa LGBTQIA+, procura praticar dentro do campo do trauma pessoal e coletivo, de onde encontra abertura e leveza para trabalhar sua regeneração e o serviço à comunidade.

“A prática compartilhada por Buda nos ensina que nossa caminhada começa na dor e no pesar que guardamos. Aí se encontra o terreno da prática. Precisei entrar na lama, rolar nela, me cobrir dela, encarar a dor e seus detalhes mais íntimos para conhecer minha vulnerabilidade. ‘Sem lodo, não há lótus’. Hoje começo a me levantar e a compreender que preciso contar minha história e ouvi-la com coração aberto.”

Coordena o Núcleo LGBTQIA+ de Eininji, como parte de seu voto de bodisatva, sob orientação do programa de treinamento Social Engaged Buddhist Training desenvolvido por Upaya Zen Center.

Mural

BRASIL TEM 89 PESSOAS TRANS MORTAS NO 1º SEMESTRE EM 2021

(07/07/2021) A ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) publicou esta semana boletim sobre a situação de assassinatos e outros atos contra a vida e integridade de pessoas trans em todo o país. Acesse o boletim completo.  

“Em MAIO e JUNHO observamos números de até 5 pontos acima da média, e com relação aos estados, São Paulo, Ceará e Bahia, Minas gerais e Rio de Janeiro e Paraná , são os estados com o maior número de casos, e temos observado com muita atenção uma onda de ataques transfóbicos em Pernambuco durante o mês de junho. As prefeituras e governos dos estados, através de suas secretarias de segurança pública devem assumir urgentemente uma agenda que inclua a defesa da vida das pessoas trans.” – publicação do Instagram @antra.oficial.

Encontros pelo Zoom

Durante a pandemia de COVID-19, todas as práticas acontecem virtualmente pela plataforma Zoom. Caso necessite instalar o aplicativo em seu computador, clique aqui, ou vá à loja de aplicativos do seu dispositivo móvel. 

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