Recitações

Textos

1. Tiçarana (Os Três Refugios)

(Recitado no início de cerimônias budistas ou para consagrar locais mundanos)

Buddham Saranam Gacchami

Dhammam Saranam Gacchami

Sangham Saranam Gacchami

Dutyiampi Buddham Saranam Gacchami

Dutyiampi Dhammam Saranam Gacchami

Dutyiampi Sangham Saranam Gacchami

Tatyiampi Buddham Saranam Gacchami

Tatyiampi Dhammam Saranam Gacchami

Tatyiampi Sangham Saranam Gacchami

2. Takesage

(Recitado ao se colocar o manto budista – o-kesa)

O grande manto da libertação,

Verdadeiro campo além da forma e do vazio,

Vestimos agora o ensinamento daquele que é o que é,

Para o nosso bem e o de todos os seres sencientes. (3x)

(Dai Zai Gue Da Pu Ku, Mu So Fu Ku Den E, Hi Bu Nyorai Kyo, Ko Do Sho Shu Jo)

3. Sutra do Coração

(Recitado na Chôka, cerimônia matinal, e outros rituais, primeiro em japonês, depois em português.)

MAKA HANNYA HARAMITA SHINGYO

Sutra do Coração da Grande Perfeição da Sabedoria

KAN JI ZAI BO SATSU GYO JIN HAN NYA HA RA MI TA JI SHO KEN GO ON KAI KU DO IS SAI KU YAKU SHA RI SHI SHIKI FU I KU KU FU I SHIKI SHIKI SOKU ZE KU KU SOKU ZE SHIKI JU SO GYO SHIKI YAKU BU NYO ZE SHA RI SHI ZE SHO HO KU SO FU SHO FU METSU FU KU FU JO FU ZO FU GEN ZE KO KU CHU MU SHIKI MU JU SO GYO SHIKI MU GEN NI BI ZE SHIN NI MU SHIKI SHO KO MI SOKU HO MU GEN KAI NAI SHI MU I SHIKI KAI MU MU MYO YAKU MU MU MYO JIN NAI SHI MU RO SHI YAKU MU RO SHI JIN MU KU SHU METSU DO MU CHI YAKU MU TOKU I MU SHO TOK KO BO DAI SAT TA E HAN NYA HA RA MI TA KO SHIN MU KE GE MU KE GE KO MU U KU FU ON RI IS SAI TEN DO MU SO KU GYO NE HAN SAN ZE SHO BUTSU E HAN NYA HA RA MI TA Ø KO TOKU A NOKU TA RA SAM MYAKU SAM BO DAI KO CHI HAN NYA HA RA MI TA ZE DAI JIN SHU ZE DAI MYO SHU ZE MU JO SHU ZE MU TO DO SHU NO JO IS SAI KU SHIN JITSU FU KO KO SETSU HAN NYA HA RA MI TA SHU SOKU SETSU SHU WATSU GYA TEI GYA TEI HA RA GYA TEI HARA SO GYA TEI BO JI SOWA KA HAN NYA SHIN GYO

Quando o Bodisatva da compaixão Avalokitesvara praticava as profundezas de Prajna Paramita ele claramente percebeu o vazio e a não existência de todas as coisas, livrando-se desta forma da dor e do sofrimento. Ó Sariputra, aqui a forma é o vazio e o vazio é a forma; tudo que tem forma é exatamente o vazio e tudo que é vazio é exatamente a forma. Dessa maneira as sensações, as concepções, a discriminação e a consciência são também vazias e desprovidas de substância. Ó Sariputra, o vazio de todas as coisas não foi criado e não pode ser destruído e dessa maneira no vazio não há forma, não há sensações, não há discriminação e não há consciência. Não há olho, não há ouvido, não há nariz, não há língua, não há corpo e não há mente. Não há cor, não há som, não há cheiro, não há gosto, não há tato e não há fenômenos. Nada existe desde o reino da visão até o reino da consciência. Não há ignorância nem a extinção da ignorância, não há nascimento, não há sofrimento, não há causa do sofrimento, não há velhice, não há morte, não há extinção do nascimento, extinção do sofrimento, da velhice ou da morte, não há sabedoria e iluminamento e nada há para ser ganho. Como nada há para ser ganho o Bodisatva vive em Prajna Paramita e não há obstáculos em seu coração, e sem obstáculos não há medo e muito além dos pensamentos ilusórios, ele atinge o Nirvana. Todos os Budas do passado, do presente e do futuro obtiveram completa sabedoria e perfeito iluminamento praticando Prajna Paramita. Saiba então e repita o grande mantra, o brilhante e inigualável mantra que completamente elimina todo sofrimento, verdadeiro além de qualquer falsidade. Tendo ido, tendo ido, mais além, para a outra margem da Iluminação, Salve!

4. Ekô (ofertório) da Chôka (cerimônia matinal)

(Recitado após o Sutra do Coração.)

Agora recitamos o Sutra do Coração. Os méritos decorrentes desta recitação oferecemos a:

O Buda Shakyamuni, nosso professor original;

Todos os professores e professoras que através de sucessivas gerações e prática contínua, puderam nos transmitir o darma autêntico, especialmente Dogen Zenji, Kodo Sawaki Roshi, Bunkei Yamamoto Sensei, Eido Shimano Roshi, Kyuji Tokuda Roshi e Joan Halifax Roshi;

Também todos os doadores e doadoras que sustentam a prática em Eininji no passado, presente e futuro, especialmente as professoras leigas Marcia Souza Leal de Meirelles e Odete Lara.

O que pedimos com isto é que tenhamos generosidade, disciplina, paciência, concentração, sabedoria e equanimidade para nos dedicarmos aos três treinamentos e aos oito caminhos de libertação, fazendo de Eininji um verdadeiro centro de prática, cuidando amorosamente de todos os seres e levando-os ao estado de não-nascer!

Todos os Budas nas dez direções,

Todos os bodisatvas Mahasatvas,

O sutra da perfeição da sabedoria, Salve!

5. Verso em Homenagem aos Protetores do Darma

(Recitado na cozinha, depois da Chôka.)

Agora, reverenciamos os bodisatvas da cozinha, do fogo e da água, especialmente I-Da-Son Ten, o Protetor do Darma. O que pedimos com isto é que a Roda da Comida e a Roda do Darma girem sempre juntas, que reine harmonia interna e externa na Sanga, que nosso trabalho seja vazio de ego e livre de qualquer expectativa de resultado.

6. Verso de Agradecimento pela Comida

(Recitado antes das refeições.)

Terra, água, fogo, ar e espaço se combinam para que se torne este alimento. Inúmeros seres deram suas vidas e trabalho para que possamos comer. Que estejamos nutridos para nutrir a vida.

7. Verso de Louvor ao Darma

(Recitado antes da Fala do Darma.)

O darma,

Incomparavelmente profundo e precioso é raramente encontrado,

Mesmo em milhões e milhões de eras;

A nós é dado vê-lo, ouvi-lo, recebê-lo e guardá-lo.

Oxalá possamos verdadeiramente compreender e praticar o significado das palavras do Tatagata. (3x)

8. Os quatro votos do Bodisatva

(Recitados após as falas do Darma e outros rituais)

As criações são inumeráveis, faço o voto de libertá-las;

As ilusões são inexauríveis, faço o voto de transformá-las;

A realidade é ilimitada, faço o voto de percebê-la;

O caminho do despertar é insuperável, faço o voto de corporificá-lo. (3x)

9. Verso de Dogen Zenji sobre o Darma

(Recitado depois da recitação dos votos após a Fala do Darma.)

Deixe-me respeitosamente lembrá-lo:

A questão de vida e morte é de importância suprema,

O tempo passa e a oportunidade é perdida.

Vamos despertar, despertaaar!

Prestem atenção!

Não desperdice sua vida!

10. Verso da reflexão (Cerimônia da Lua Cheia)

(Recitado durante o Fusatsu, no primeiro sábado depois da lua cheia.)

Sobre todo o meu carma ancestral e tortuoso,

Sobre toda a cobiça, ódio e ilusão desde sempre,

Nascidos do corpo, fala e mente,

Eu agora completamente reflito. (3x)

11. Nomes dos Budas do Passado e Ancestrais (Cerimônia da Lua Cheia)

(Recitado durante o Fusatsu, no primeiro sábado depois da lua cheia.)

Sendo um com os Sete Budas do Passado

Sendo um com o Buda Shakyamuni

Sendo um com o Bodisatva Manjusri

Sendo um com o Bodisatva Samantabadra

Sendo um com o Bodisatva Avalokitesvara

Sendo um com o Bodisatva Maitreya

Sendo um com os Sucessivos Ancestrais

12. Tomando Refúgio nos Três Tesouros (Cerimônia da Lua Cheia)

(Recitado durante o Fusatsu, no primeiro sábado depois da lua cheia.)

Sendo um com o Buda

Possam todos os seres corporificar o Grande Caminho

Decidindo despertar para a Verdade

Sendo um com o darma

Possam todos os seres corporificar os sutras

Obtendo sabedoria profunda como o oceano

Sendo um com a Sanga

Possam todos os seres sustentar a harmonia em todos os lugares

Libertando-se de todos os obstáculos

13. Três Preceitos Puros (Cerimônia da Lua Cheia)

(Recitado durante o Fusatsu, no primeiro sábado depois da lua cheia.)

Faço o voto de não prejudicar os outros ou a mim mesmo

Faço o voto de cultivar a bondade

Faço o voto de ajudar os outros

14. Dez Preceitos Maiores (Cerimônia da Lua Cheia)

(Recitado durante o Fusatsu, no primeiro sábado depois da lua cheia.)

Faço o voto de não matar

E faço o voto de valorizar todas as vidas

Faço o voto de não roubar

E faço o voto de ficar satisfeito com o que tenho

Faço o voto de não cultivar a cobiça

E faço o voto de encontrar todas as criaturas com respeito e dignidade

Faço o voto de não mentir

E faço o voto de ouvir e falar a partir do coração

Faço o voto de não ser ignorante

E faço o voto de cultivar a mente que vê claramente

Faço o voto de não falar das falhas e erros dos outros

Aceitando incondicionalmente o que cada momento tem para oferecer

Faço o voto de não me elevar nem rebaixar os demais

Falando a verdade sem culpa nem acusação

Faço o voto de não ser mesquinho

E faço o voto de usar todos os ingredientes da minha vida

Faço o voto de não ficar raivoso

Transformando o sofrimento em sabedoria

Faço o voto de não falar mal dos Três Tesouros

E faço o voto de honrar minha vida como um instrumento de construção da paz

15. Ekô da Cerimônia da Lua Cheia

(Recitado ao final do Fusatsu, no primeiro sábado depois da lua cheia.)

Possam os méritos da manutenção dos preceitos permearem o Mundo do Darma, e possam nossos votos de seguirmos o Caminho do Buda serem realizados por todos nós em conjunto!

Todos os Budas nas dez direções

Todos os Bodisatvas Mahasatvas,

O sutra da perfeição da sabedoria, Salve!